

O artista plástico e médico homeopata Paulo Faria despertou para as artes na infância fazendo garatujas, termo que denomina desenhos espontâneos feitos pelas crianças. Ingressou nas artes médicas em 1968, mas somente em 2001 é que começou a dar os primeiros passos em direção às artes.
Como médico, atuou na área de saúde coletiva com populações menos favorecidas do Vale do Jequitinhonha pela SES/MG – Secretaria Estadual de Saúde. Posteriormente, trabalhou para essa entidade desenvolvendo o mesmo trabalho em Nova Lima até aposentar. E também na localidade de Cachoeira do Vale, município de Timóteo, no Vale do Aço. Trabalhou com saúde das famílias em geral, principalmente voltada para a mulher e pediatria.
Iniciou seus estudos artísticos na Escola Casa Aristides, em Nova Lima, na qual fez cursos de cerâmica, pintura em tecido, serigrafia, xilogravura, básico de fotografia e desenho. Em seguida, participou de cursos de arte contemporânea no Usicultura, em Ipatinga, entidade que atuava em conjunto com o Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
O artista participou com imagens de serigrafia de cinco concursos de mini prints internacionais de Cadaquès/Barcelona, sendo quatro mini prints por vez. Primeira vez: 2012. As exposições eram feitas, a cada vez, nas duas cidades espanholas, uma cidade da França, Lion, e uma cidade da Inglaterra. A mini print internacional de Cadaquès é a maior na categoria no mundo e conta com a participação de gravuristas de países dos vários continentes. A exibição era feita por dois meses em cada uma da quatro galerias.
Segundo Paulo, sua inspiração é influenciada pelo seu dia a dia vivenciados nos cinquenta e dois anos de profissão, pautada num trabalho de memória e ressignificação.
“Meu trabalho faz referência a trabalhadores de mina de ouro em galerias subterrâneas insalubres, suas famílias e especialmente às mulheres. O estilo expressionista é apresentado nas minhas criações, que estão inseridas na arte contemporânea”.
“Retomar imagens do passado e ressignificá-las através da arte me proporciona conhecimentos, além de prazeres que não pude perceber anteriormente e que estão impregnados na minha memória, o que se torna muito importante para mim. Mas sigo a minha intuição ao pintar, assim como estudo para fazer um trabalho honesto”, considerou Paulo Fariah.
Por Luiza Miranda – Escritora e colunista














Fotos: Ton Nettos
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