
Elania Matos promoveu um evento de inauguração do Elania Matos – ateliê de arte, em Belo Horizonte, no dia 12 de setembro, proporcionando aos convidados momentos regados com um delicioso coquetel, durante o qual aconteceram várias atividades, experiências estéticas sensoriais e intervenções artísticas.
A artista visual, curadora independente e expógrafa, transforma resíduos, plásticos, madeiras e objetos em desuso em painéis, esculturas, quadros e instalações.
Criado em 2020, o Elania Matos – ateliê de arte ganhou novo espaço em 2026 para ampliar a produção da artista, com trabalhos voltados ao Upcycling Art, à arte ambiental e à transformação de objetos e materiais descartados em novas criações. Além de espaço de produção, o ateliê se constituiu como ambiente de convivência, troca e aprendizado, reunindo artistas interessados na relação entre arte e sustentabilidade. A iniciativa também busca estimular parcerias, diálogos e projetos que valorizem a ressignificação de materiais e o fazer artístico.
O evento contou com a exposição dos trabalhos artísticos de Elania Matos; participação do DJ Heitor, músico e consultor audiovisual; de Délcio Almeida, professor de história da arte; de Yasmin Bertoldo, professora de yoga; de Vitória Cavalieri, estilista da Decustume Atelier de Moda; de Babu Xavier, músico percursionista; de Daniel Deleuze, artista e agitador cultural; do artista e designer Lufell Fernandes, da Circul.
Segundo Elania Matos, a criação exige muita coragem do artista para encontrar a própria forma de fazer arte e isso não acontece do nada, pois sempre tem uma referência, uma vivência, um sentimento, uma bagagem, uma história…
“As coisas me vem ou passam por mim, de uma forma que não é ilesa, porque todas elas ocorrem por transformações e ganham novo significado. Às vezes um trabalho surge de uma coisa muito insignificante como diz o meu poeta preferido Manoel de Barros: …as pequenas coisas têm essência de poesia e a grandeza do mundo…, e isso muito me encanta. A criação somente surge quando algo me atravessa! E na transformação de resíduos em arte, ela não só me atravessa, como transborda”.
“Esse espaço foi sonhado e construído, para atender ao desejo de trabalhar num santuário de arte. A inauguração do Elania Matos – ateliê de arte, marca uma nova etapa de criação e parcerias, para encontros de muita arte e boniteza!”, concluiu Elania Matos.
Vitória Cavalieri comentou: “Cercados por inúmeras obras e momentos criativos da artista Elania, estamos inaugurando hoje o Elania Matos – ateliê de arte, dia de conhecemos um pouquinho do seu trabalho, vivenciamos experiências e trabalhos artísticos com várias intervenções. Agora a Elania chega nesse espaço, com uma mudança significativa na sua vida, onde poderá ampliar toda a sua criatividade na ressignificação dos objetos”.
O professor Délcio Almeida considerou: “A frase, atribuída ao artista norte-americano Robert Rauschenberg, traduz uma das ideias centrais da Pop Art, diz: “Eu tenho pena das pessoas que acham feias coisas como saboneteiras e uma garrafa de Coca-Cola, porque elas são cercadas por coisas assim. Isso deve deixá-las muito infelizes.”
“Surgido no Reino Unido na década de 1950 e consagrado posteriormente nos Estados Unidos, o movimento ultrapassou a crítica à cultura de massa e ao consumo. A Pop Art também propôs uma democratização do olhar e uma libertação estética, ao transformar objetos comuns e imagens do cotidiano em possibilidades de criação artística”.
“Mais do que questionar o que pode ou não ser considerado arte, o movimento nos convida a experimentar o prazer visual e a descobrir, no que parece banal ou invisível, a poesia presente nas coisas do dia a dia, e é assim que se expressa a artista gigante Elania Matos”, finalizou Délcio de Almeida.
Por Luiza Miranda – Colunista e escritora.























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Fotos: Lufell Fernandes e Marcelo Santos
2 comentários
Vanessa Londe Batista · Setembro 16, 2026 às 1:04 pm
Estar presente com a Artista Elania Matos, com suas obras e seu carisma, em um evento maravilhoso onde o olhar da mesma desvendou cada peça não teve preço: foi um valor imensurável, tão bem descrito por Luisa Miranda! Parabéns por tudo!
Dra Vanessa Londe
LUIZA MARIA DA SILVA MIRANDA · Setembro 16, 2026 às 1:46 pm
Vanessa, agradeço as palavras de carinho relativas à grande artista Elaine e sobre o meu trabalho, com as quais fiquei muito feliz e gratificada.